quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Interior de Minas Gerais terá Carnaval Repleto de Atrações

Ouro Preto
Patrimônio da Humanidade e com um dos carnavais mais tradicionais do Estado, a cidade de Ouro Preto, na região Central de Minas, espera receber até 75 mil foliões em 2014 – 10 mil a mais que em 2013. A grande novidade será a descentralização da folia. 

“Estamos fortalecendo o Carnaval nos distritos, levando grandes blocos para Lavras Novas, Nossa Senhora do Campo e Santa Rita. A intenção é que o turista possa se deslocar pelo centro e curtir com tranquilidade”, explicou o vice-prefeito Chiquinho Xavier.


Mariana
Mariana, na região Central, parte da programação foi transferida para uma área a 3 km de distância do centro, para preservar o patrimônio. Gusttavo Lima, Luan Santana, Thiaguinho e Alexandre Peixe são as atrações. A expectativa de público é de 50 mil foliões. “Manteremos nosso corredor cultural no centro histórico, mas para quem quiser esticar a noite, haverá um local mais adequado”, afirmou o vice-prefeito Duarte Eustáquio Júnior.


Diamantina
Carnaval 2014 do município de Diamantina, na região do Alto Jequitinhonha, que já chegou a receber mais de 70 mil foliões, espera agora 40 mil. A redução é proposital e, de acordo com a prefeitura, visa levar mais tranquilidade ao município. Os tradicionais tambores da Bartucada e da Batcaverna, porém, estão mantidos. Indo pela primeira vez, a estudante Jade Peixoto, 20, tem boas expectativas. “Falaram que já foi melhor, mas estou indo com uma galera animada”.



Sabará
Sabará, na região metropolitana da capital, terá dois novos espaços, com shows de Alexandre Peixe, bandas de rock, blocos e marchinhas. Será inaugurada também uma “cachoeira de espumas”, para diversão de crianças e adultos durante a folia. Todos os eventos da cidade serão gratuitos para moradores de Sabará. Já os visitantes pagarão R$ 20 por dia.

Nova Lima
Em outra cidade vizinha à capital, Nova Lima, a novidade da festa deste ano é a volta dos tradicionais blocos de rua aos bairros. Os destaques são para os blocos dos Sujos e Na Contramão. Neste ano, a prefeitura também lançou um concurso de fantasias, que vai dar prêmios de até R$ 3.000. A expectativa é de 40 mil foliões por dia durante o feriado de Carnaval em Nova Lima.


Abaeté
Com um dos carnavais mais badalados do interior, a cidade de Abaeté, na região Central, prepara-se para receber atrações de peso, como a cantora Anitta, o grupo Molejo e a dupla Henrique e Juliano. Com preços que variam de R$ 90 a R$ 850, o Abaeté Folia deve receber 75 mil foliões nos cinco dias de evento. Além da programação paga, haverá atrações gratuitas promovidas pela prefeitura. A estudante Beatriz Ribeiro, 21, vai este ano a Abaeté pela primeira vez, e está animada. “Já comprei o pacote para os shows e as festas”, conta.


Pompéu
No tradicional Carnaval da cidade de Pompéu, na região Central, os foliões terão mais quatro horas de folia por dia. Serão nove bandas, com shows gratuitos, em ritmos que vão do axé ao sertanejo, passando pelo pagode. Já no famoso bloco Reduto, que vende camarotes de até R$ 900, vão se apresentar atrações como Thiaguinho, Jammil, Mr. Catra, Léo Santana e Parangolé. A expectativa é que o público gire em torno de 30 mil pessoas por dia.


S. J. Del Rei e Tiradentes
As duas cidades históricas se preparam para um grande Carnaval. Em São João del Rei, a expectativa é que até 90 mil pessoas passem por lá– uma alta de 50% com relação ao ano passado –, de acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Pedro Leão.


Já em Tiradentes, a promessa é por um Carnaval em família, com cerca de 12 mil visitantes por dia. “Não queremos um Carnaval de multidão, mas de tranquilidade”, afirma o superintendente de Turismo e Cultura, Denilson Silva.

Fonte: Portal O Tempo

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Rodoviários Encerram Greve na Grande BH

A greve dos motoristas de ônibus, que durou dois dias e causou transtornos em Belo Horizonte e na região metropolitana, está oficialmente encerrada. Em assembleia, realizada na tarde desta quarta-feira, os rodoviários aceitaram o acordo proposto pela juíza Wilmeia da Costa Benevides em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 

A informação foi confirmada pelo diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários de BH e Região Metropolitana, Denilson Dorneles. A proposta foi decidida durante audiência realizada nessa terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Foi proposto reajuste salarial de 7,26% e redução da jornada de trabalho em 20 minutos e adicional de 15% para o motorista do BRT/Move.

Os rodoviários reivindicavam reajuste salarial de 21,5%, jornada de trabalho de seis horas, ticket de alimentação com 30 folhas no valor de R$ 15 e piso salarial com valor 30% acima do motorista do transporte convencional para os condutores do BRT/Move.

Paralisação

Na segunda-feira, pela manhã, a greve chegou atingir num primeiro momento 53% da frota na capital, segundo dados da BHTrans. Muitos moradores deixaram de seguir para o trabalho e até escolas foram fechadas por falta de funcionários. O trânsito ficou complicado por causa do elevado número de carros que foram para as ruas em decorrência da falta de coletivos. 

A mobilização dos profissionais do transporte prejudicou o atendimento em restaurantes populares, que ficaram sem funcionários para cozinhar e servir as refeições nos dois dias.

As estações Barreiro, Diamante e Vilarinho, ficaram dois dias fechadas. Enquanto o terminal de Venda Nova, apenas operou, parcialmente, na terça-feira. Nos dois dias de paralisação, foram registrados atos de vandalismo. Na terça-feira, veículos das linhas 901, 9202 e 9407 foram depredados na região leste.

No primeiro dia de greve, pelo menos cinco coletivos foram depredados. Uma das ocorrências foi registrada no Bairro Floramar, Região Norte de Belo Horizonte, e outra no Bairro Céu Azul, Região da Pampulha.

Fonte: Portal UAI  

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Susie Wolff Guiará a Williams após 22 Anos sem Mulheres na F-1

Fonte: Esporte Interativo

Na segunda-feira, a Williams confirmou a permanência de outra presença feminina na F-1: Susie Wolff continua no papel de pilota de desenvolvimento. Neste ano, o contrato de Susie prevê a oportunidade de guiar, ao longo do ano, o FW36 em dois treinos livres das sextas-feiras. Ela será a primeira mulher desde 1992 a participar de um fim de semana de GP.

"Susie tem trabalhado como pilota de desenvolvimento para o time, o que é um trabalho muito importante em razão de a Fórmula 1 ser uma corrida de desenvolvimento. Ela trabalha com nossos engenheiros na fábrica para ajudar no desenvolvimento do carro. Mas temos pilotos titulares e reservas e Susie tem um papel de valor e está exercendo bem esse papel no momento", disse Claire, uma mulher com papel de destaque na F1.

Claire Williams destacou a crescente presença feminina na Fórmula 1,  um ambiente predominantemente masculino. Ela citou, além de Susie a presença de Simona e Monisha Kaltenborn na chefia da Sauber.

"É interessante. A F-1 é uma indústria predominantemente masculina, mas isso está mudando e mudando muito rápido. Nós temos uma chefe mulher na Sauber, a Monisha, temos a Susie como pilota de desenvolvimento e a Simona na Sauber. É legal ver um maior número de mulheres na F-1, em diferentes papéis. Na Williams temos muitas engenheiras mulheres. Não é usual, mas é uma grande coisa. Isso encoraja mais mulheres para entrar no automobilismo."

Na Sauber, Simona de Silvestro será pilota afiliada nesse ano. O objetivo da equipe é preparar a suíça para que ela adquira a superlicença e se torne pilota titular em 2015. Claire também demonstrou apoio para que Simona Silvestro e a Sauber tenham sucesso no projeto para que a suíça se torne titular.

"Absolutamente! Não há porque ela não poder chegar lá. Mas a questão é se o piloto ou pilota é capaz. Estamos na F-1, temos que ter os melhores pilotos. Se a mulher for essa melhor pilota, o sexo não fará diferença caso ela seja capaz de ser a mais rápida em um carro de corrida", destacou.

A última pilota que alinhou entre os carros da Fórmula 1 foi a italiana Lella Lombardi, em 1976, quando disputou 12 corridas na categoria mais nobre do automobilismo. Susie e Simona tem o sonho de ser a primeira, após anos de hiato, a dirigir um monoposto na F-1. Será que teremos mulher no volante em breve? Claire Williams evita fazer previsões:

"Não sei. Não é possível dizer. Depende de muitos fatores. Como a pilota se desenvolverá na base, o quão rápido ela será. Seria legal ter uma bola de cristal para saber, mas não é possível saber quando uma mulher voltará a alinhar no grid", finalizou.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Brasil é o maior do Continente em Mortes de Profissionais de Imprensa

Fonte: Portal UAI

O grau de liberdade de imprensa piorou no Brasil em 2013, e o país é o pior das Américas em número de jornalistas mortos. A advertência foi feita nesta quarta-feira, 12, em Paris, pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteira (RSF), que não poupou críticas a Brasil e Estados Unidos. Em dois anos, o país despencou 12 postos na classificação, ocupando o 111º lugar, por culpa dos riscos das coberturas de crime organizado e corrupção.

O Brasil, que no ano passado aparecia em 108º lugar, perdeu três posições. Para efeitos de comparação, a Argentina aparece em 55º lugar. À frente do país aparecem ainda a República Centro-Africana, nação em guerra e sob intervenção internacional, em 109º lugar, e Uganda, em 110º. "Ricos por sua diversidade, Estados Unidos e Brasil deveriam enaltecer a liberdade de informação como norma jurídica e como valor. A realidade está infelizmente longe de corresponder a essa ambição", diz a RSF.

Segundo o levantamento, as mortos de profissionais pesaram em 2013. "Com cinco jornalistas mortos ao longo do ano, o Brasil aparece no sinistro ranking como o país mais mortífero do continente para a profissão, um lugar ocupado até então por um México bem mais sangrento."

Só durante os choques acontecidos durante as manifestações de junho, 114 "atores de mídia" - jornalistas e outros profissionais de imprensa, além de jornalistas-cidadãos - ficaram feridos, alerta a organização. "A repressão policial muito forte que o Brasil sofreu em 2013 também se abateu sobre os atores de informação", completa o texto.

Para Camille Soulier, responsável do Escritório Américas da RSF, as manifestações no Brasil - que a organização chama de "Primavera brasileira" - "foram graves para a liberdade de imprensa. "A polícia é responsável por mais de dois terços das agressões", disse Camille ao Estado, advertindo para a alta "polarização" política no país, que segundo a organização favorece a violência contra jornalistas. "E, a julgar pela morte recente de um cinegrafista (Santiago Andrade, da Band), o ano não começa bem."


Crime Organizado e Corrupção

Além dos protestos, a RSF destaca o crime organizado e as ameaças e agressões que jornalistas do interior do país sofrem por investigarem ou denunciarem a corrupção, o tráfico de drogas e o de matérias-primas.

A ONG, que critica ainda a concentração dos veículos de imprensa nas mãos de "dez grupos familiares que compartilham o espaço de difusão" e menciona as pressões jurídicas que pairam sobre o jornalismo no Brasil. "As injunções de censura contra os veículos de mídia e contra jornalistas engarrafam os tribunais, atendendo a pedidos de políticos servidos por uma justiça complacente", diz o relatório.

No mundo, Síria é ocaso mais alarmante. O relatório anual da RSF foi divulgado nesta quarta-feira e chama a atenção para o aumento dos casos de censura, cibervigilância e repressão contra os "lançadores de alerta" - como o ex-agente americano Edward Snoden.

De acordo com a organização, a Síria foi o país mais mortal para jornalistas no mundo no ano passado, mas os três piores do mundo para a prática da profissão continuam os mesmos: Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia, onde não há imprensa livre e independente.

Shirley Temple

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Símbolo Mundial na Luta pela Paz, Nelson Mandela Morre aos 95 Anos


Fonte: Portal UAI

Ele nasceu Rolihlahla, “o que traz problemas”, mas morre consagrado como Madiba, “o reconciliador”. Nelson Mandela faleceu nesta quinta-feira, aos 95 anos, devido a complicações trazidas por uma infecção pulmonar. 

O nobel da paz ficou vulnerável a problemas respiratórios depois de contrair tuberculose, herança dos 27 anos em que passou quebrando pedras na prisão por causa do apartheid na África do Sul. Ele estava internado em Pretoria de junho deste ano. 

O falecimento do líder da luta contra o apartheid foi confirmado pelo atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em pronunciamento à nação.

Nos últimos meses, Madiba recebeu tratamento hospitalar várias vezes. No último dia 6 de abril, os médicos precisaram drenar fluido da área de pulmão após ele ter sido diagnosticado com pneumonia.

O ex-presidente sul-africano encarna, em todo o mundo, os valores do perdão e da reconciliação por ter tirado seu país do regime racista do apartheid e ter renunciado à vingança contra a minoria branca, que o manteve na prisão durante quase três décadas. 

"O perdão liberta a alma, faz desaparecer o medo. Por isso o perdão é uma arma tão potente" disse Mandela, prêmio Nobel da Paz em 1993, em uma frase, agora mítica, que explica sua visão do mundo e da humanidade e que o transformou no dirigente mais popular do século XX.

Apesar de estar afastado da vida pública há anos, Nelson Mandela foi figura venerada além das fronteiras da África. Considerado um "ícone mundial da reconciliação" por Desmond Tutu, outra das grandes figuras da luta contra o apartheid, o ex-presidente sul-africano, que nunca pregou ideias políticas nem religiosas, traz um tipo de humanismo africano alimentado pela cultura de seu povo, os xhosas.

Madiba - o nome de seu clã e como seus compatriotas o chamam afetuosamente - nunca foi um revolucionário no estilo de Lênin ou Gandhi. Quando era jovem gostava de esporte - foi boxeador amador -, de roupas bonitas e tinha fama de sedutor. "Longe de assumir um papel divino, Mandela é, ao contrário, total e absolutamente humano, a essência do ser humano em tudo o que essa palavra pode significar", escreveu sobre ele seu compatriota Nadine Gordimer, prêmio Nobel de Literatura.

Seus atos, lembrados e venerados por seus compatriotas ao longo dos anos, acabaram criando uma espécie de culto que Mandela nunca buscou. "Um dos problemas que me preocupavam na prisão era a falsa imagem que tinha e não queria projetá-la ao mundo. Me consideravam um santo e nunca fui um", explicou uma vez a um jornalista.

Conheça a História de Nelson Mandela

Nelson Mandela nasceu no dia 18 de julho de 1918 na pequena cidade de Mvezo, na região de Transkei (sudeste da África do Sul) dentro do clã real dos Thembu da etnia xhosa. Seu verdadeiro nome, Rolihlahla, que significa "o que traz problemas", foi dado por seu pai, mas, na escola a professora começou a chamá-lo de Nelson, o nome que utilizou desde então.

A rebelião do jovem Mandela começou muito cedo, primeiro quando foi expulso da universidade de Fort Hare (sul) após um problema com a direção e depois, aos 22 anos, quando fugiu de sua família para evitar um casamento de conveniência.

Ao chegar em Johannesburgo, uma gigantesca metrópole mineira, Mandela toma consciência da segregação que dividia seu país. Ali conheceu Walter Sisulu, que se transformaria em um mentor e seu melhor amigo e abriu as portas do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido da maioria negra. Sua militância política o afastou de sua primeira esposa, Evelyn, mas o fez conhecer Winnie, uma enfermeira de 21 anos.

Junto a Oliver Tambo e outros jovens líderes, assumiu as rédeas do partido para lutar contra o regime branco, que tinha criado, em 1948, o conceito de apartheid, o "desenvolvimento separado das raças".

Após o relativo fracasso das campanhas de mobilização não violenta inspiradas nos métodos de Gandhi, o ANC foi considerado ilegal em 1960. Mandela foi detido em várias ocasiões, passou à clandestinidade e decidiu orientar o movimento para a luta armada. Contudo, em 1964, foi capturado e levado à ilha-prisão de Robben Island, na costa da Cidade do Cabo.

Durante anos, sob um sol escaldante, em meio a uma poeira que danificou para sempre seus pulmões, teve que quebrar pedra. Ainda assim nunca pensou em vingança e tentou, ao contrário, entender seus inimigos, aprendendo sua língua, o africâner, e apreciando seus poetas.

Libertar o Opressor e o Oprimido

"Sabia perfeitamente que o opressor tem que ser libertado, assim como o oprimido. Um homem que priva outro homem de sua liberdade é prisioneiro de seu ódio, está trancado atrás das grades de seus preconceitos", explica Mandela de seus anos de prisão.

Após 27 anos preso, é libertado em 1990 e começa a negociar com um regime exausto a organização de eleições universais e democráticas. Após sua eleição triunfal como presidente em 1994, foi um pregador incansável da reconciliação das raças.

Sua atividade política e seus anos na prisão nunca o permitiram ter uma vida familiar "normal", mas Nelson Mandela sempre buscou a companhia das mulheres, como demonstram seus numerosos amores e seus três casamentos.

Com Evelyn, sua primeira mulher, teve duas meninas e dois meninos e outras duas filhas com Winnie. Agora tem 17 netos e 12 bisnetos. Após se divorciar de Winnie se casou pela terceira vez em 1998, aos 80 anos, com Graça Machel.

Simbolicamente, a última aparição pública de Mandela foi diante de toda a humanidade, quando cumprimentou a multidão no dia da final da Copa do Mundo de Futebol em 2010 na África do Sul, com milhões de espectadores o acompanhando ao vivo pela televisão.