segunda-feira, 14 de março de 2011

EXÉRCITO NA AMAZÔNIA


O depoimento de um cidadão isento para ilustrar a realidade  da ausência do poder público nos confins da Amazônia!!!

A FORÇA DOS MILITARES NA AMAZÔNIA
Uma visão isenta da ação dos militares na Amazônia.


DRAUZIO VARELLA


Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado.O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.

No microfone, a palavra de ordem do capitão: 'Soldado Souza, etnia tucano'.

Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira:  "SELVA !!!"

O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda.

Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "SELVA !!!"

Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.

Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.

Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima, até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.

De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe.

A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.

É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.

O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.

Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: 'O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena'.

Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: 'Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB'.

Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.

Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário.

No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.

Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica, administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.

Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.

Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria?

"SELVA !!!"

Lema do soldado da Amazônia:

"Senhor, tu que ordenastes ao guerreiro de Selva, sobrepujai todos os vossos oponentes, dai-nos hoje da floresta, a sobriedade para resistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer, e daí-nos também senhor a esperança e a certeza do retorno, mas , se, defendendo essa  brasileira Amazônia, tivermos que perecer, oh Deus, que façamos com dignidade e mereçamos a vitória, Selva!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Começa a Valer Prazo para Comércio se Adaptar à Lei que Proíbe uso de Sacola



Começa a valer nesta segunda-feira a Lei Municipal 9.529 que proíbe o uso de sacolas plásticas em Belo Horizonte. A norma entra em vigor e afeta supermercados, farmácias e sacolões que terão prazo de três meses para se adequar. Depois desse período as lojas poderão ser multadas em até R$ 1 mil, multa que pode ser dobrada em caso de reincidência. Caso a irregularidade persista, o estabelecimento pode ser interditado e ter o alvará de funcionamento cassado. Cerca de 42 fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente farão a vigilância.



Para cumprir a lei as soluções são sacolas biodegradáveis, as antigas bolsas reutilizáveis ou as caixas de papelão. Os estabelecimentos poderão cobrar R$ 0,19 por cada sacola ecológica. O vereador autor da lei Arnaldo Godoy pretende fazer um audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor para evitar que os comércios cobrem pelas sacolas, mas por enquanto os clientes não terão muitas opções.




Alguns problemas que os sacos plásticos criam nas cidades


- Contribuem para a saturação do aterro sanitário atrapalhando a reação normal de decomposição do lixo e ainda prejudicam a compactação do montante.

- Contribuem para o entupimento das grades de filtragem das estações de tratamento de efluentes (esgoto).

- Entopem os bueiros e redes pluviais.

- Colaboram para a morte de vários animais quando são ingeridos.

- Podem acumular água e servir de criadouro para vários vetores de doenças como a dengue, além de esconderijos de insetos como baratas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Saúde da Gestante e Recém-Nascido é Tema de Simpósio

 

Entre os dias 24 e 26 de Fevereiro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Fundação Educacional Lucas Machado (Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais) desenvolve o I Simpósio Internacional de Qualificação da Assistência Perinatal. O evento, que acontece no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, tem como objetivo implementar práticas potencialmente melhores ao nascimento e saúde materna e marca o encerramento do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Assistência Hospitalar ao Neonato.



Participam profissionais que atuam em 55 hospitais-maternidades de Minas Gerais, que prestam assistência às gestantes e a recém-nascidos de risco. O simpósio oferece durante os três dias, palestras, mesas redondas e debates com temas voltados à assistência ao neonato.


No primeiro dia do evento a coordenadora de Promoção à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da SES-MG e coordenadora da Pós-graduação Lato Sensu em Assistência Hospitalar ao Neonato, Maria Albertina Santiago Rego, proferiu palestra sobre “Assistência Perinatal em Minas Gerais: onde estamos e onde precisamos avançar? A contribuição do Curso do Neonato”.



Durante a explanação ela ressaltou pesquisas indicando que afecções originadas no período perinatal são responsáveis por cerca de 80% das mortes neonatais no primeiro mês de vida, 70% das mortes no primeiro ano de vida e 60% das mortes nos primeiros cinco anos. “Temos que investir adequadamente na redução da mortalidade infantil perinatal. Isso passa, desde uma distribuição de renda mais equilibrada na sociedade, até capacitação do profissional para que saiba a maneira correta de lavar as mãos nos hospitais, exemplificou. 



Segundo ela, Minas Gerais é referência em neonatologia, caminha bem na qualidade perinatal, além de já ter atingido a meta do milênio referente a mortalidade infantil. 



O evento contou ainda com debate sobre “Suporte hidroeletrolítico e acidobásico no prematuro”, dirigido por Jacques Belik (Canadá). Outra apresentação focou na “Assistência ao prematuro: experiência de um serviço de referência no Brasil”, conduzido por Rosely Calil (Unicamp). Relatos de experiência exitosa, com o mote “Assistência neonatal em Hospital de Referência em Atenção a Gestante de Risco em Minas Gerais, comandada por Guilherme Lobo da Silveira (Viçosa).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Últimas Notícias Sobre a Crise no Egito



نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما
 نقش سایه دگر نمی دان
 نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما

نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 ت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما
 نقش سایه دگر نمی دان

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نور اگر رفت سایه پیدا نیست

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 ت سایه پیدا نیست

ت سایه پیدا نیست

ت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم

نقش سایه دگر نمی دان
 نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما

نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 ت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما
 نقش سایه دگر نمی دان

نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما

نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم خیره ما

نور اگر رفت سایه پیدا نیست
 ت سایه پیدا نیست

ت سایه پیدا نیست

ت سایه پیدا نیست
 نقش دیوار و چشم
 
 
ENTENDERAM, NÉ? SEGUIREMOS INFORMANDO...!!!!!!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Redes de Televisão se Unem ao Governo de Minas Gerais no Combate à Dengue



Neste sábado (19), a Rede Record e a Globo Minas promovem atividades já tradicionais de prestação de serviços de interesse público, mas que, dessa vez, terão como diferencial o foco na luta contra a dengue. A Ação Global, da Rede Globo, acontece em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), enquanto o Balanço Geral nos Bairros estará presente no bairro Pompéia, região Leste de Belo Horizonte.





As atividades da Ação Global acontecem no Sambódromo de Contagem, de 8h às 14h. Esta edição terá a temática voltada para o combate à dengue, com a realização de diversas atividades, com destaque para a presença do Dengômetro e apresentação teatral do grupo Saúde em Cena, composto por servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES).



A Prefeitura de Contagem também participa do evento, com oficinas de reciclagem e uma exposição de móveis reciclados que usam pneus usados como matéria-prima. Reforçando o time, cerca de 200 voluntários da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) se deslocarão até locais previamente definidos pela Epidemiologia municipal, alertando os moradores da necessidade de prevenção de focos, fazendo uma interlocução com moradores de quatro mil residências.



Nesta sexta-feira (18), a SES participou de um “pré-evento” da Ação Global, conhecido como “esquenta”. Trata-se de ação de caráter preparatório, que mobilizou funcionários da empresa Acument e alunos do Sesi e da Escola Alvimar Carneiro para limpar uma área verde pertencente à metalúrgica. Todo lixo encontrado no local, e que seja possível foco para criadouro do mosquito, poderá ser trocado por material escolar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Hitler Ficaria Orgulhoso do “BBB11”



Após a câmara de gás patrocinada pela Fiat no "BBB10", neste ano a Knorr decidiu promover um novo produto colocando os participantes da 11ª edição do "Big Brother Brasil" dentro de um forno. Os responsáveis pela Prova do Líder iniciada nesta quinta-feira (3/2) estão de parabéns. Se estivesse vivo, Adolf Hitler ficaria orgulhoso.



Adriana, Cristiano, Daniel, Diana, Diogo, Janaína, Jaqueline, Lucival, Maria, Natalia, Paula, Rodrigão, Talula e Wesley tiveram que se vestir de frango assado, cobertos por um saco plástico que permitia ventilação apenas por baixo, pela abertura por onde entraram. Ao público coube o papel de carrasco, votando durante a prova qual grupo (azul, laranja, verde ou vermelho) ia para o forno.



O que Pedro Bial chamou de teste de resistência, eu defino como tortura. Afinal, a pressão física e psicológica sobre os participantes começou muito antes da Prova do Líder. Durante boa parte do dia, a produção do "BBB" infernizou os confinados com música em alto volume dentro da casa, impedindo o descanso. 



Ao longo da Prova, os participantes demonstraram preocupação com a saúde. Todos reclamavam do calor. Volta e meia um confinado perguntava ao outro se estava tudo bem. Os responsáveis pelo desafio, sejam da produção do reality show, sejam da área de marketing da Knorr, deveriam se envergonhar do que fizeram.